E se na repetição das horas perdermos a visão dos minutos?
sussurras-me ao ouvido o passar dos segundos?
terça-feira, 25 de março de 2014
Palavras feitas som...
A ouvir a partir do 1'36 aproximadamente...
Do Blog Histórias em 77 palavras da grande Margarida Fonseca Santos!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Uma ode a uma Avó...
Vi este texto e fiquei com o coração encolhidinho encolhidinho...
Não é um texto. É uma exposição clara do que é amar, do que é sofrer, do que é cuidar, do que é não compreender, não aceitar, não acreditar que a as pessoas saem da nossa vida porque alguma entidade supostamente superior as quer só para ela... que raio de entidade é essa que é só egoísmo?
Sim a família vem primeiro.
Então porque nos é arrancada de nós?
E sem aviso...
Estamos numa idade da vida em que dificilmente não perdemos alguém que nos é querido.
Eu perdi dois de rajada..
dez dias de distância...
sem aviso
sem eu saber como lidar com essa dor
com a dor dos que ficaram
só anos depois consegui encarar a minha própria dor
e ainda foram precisos mais uns poucos para a conseguir ultrapassar
para sempre na memória a frase da amiga
'primeiro doi muito, depois a dor vai atenuando e por fim fica a saudade... apenas a saudade'.
Não.
Fica sempre a dor.
Muita dor mas acrescida de imensa saudade.
E de repente 'Com eterna Saudade' faz todo o sentido.
E li as palavras da Sara e pensei em mim.
Pensei que se talvez tivesse conseguido escrever-vos uma carta assim teria sido mais fácil.
Li as palavras desta 'menina' tão grande e tão mulher e percebi que gostava de ter tido uma avó assim, de lhe sentir este amor e este carinho.
Não tenho.
Não tive.
Não faz mal.
Mas li estas palavras e percebi a dor...
Queria dar-lhe um beijinho na cabeça e sussurrar
... vai passar ... vai ficar tudo bem...
Anos mais tarde ela é capaz de dizer que Não. Que não passa.
Queria apenas colocar-lhe a mão no ombro e dizer-lhe que compreendo a sua dor.
Mas também não compreendo... não esta dor...
remeto-me ao silêncio... nada lhe digo...
penso não somos intimas
não faz sentido dizer seja o que for
mas dou-lhe o meu melhor sorriso
e baixinho... quase sem se ouvir...digo-lhe apenas
desculpa Sara... não tenho palavras... sinto muito... espero que passe... espero que fique tudo bem... espero que sim!
Não é um texto. É uma exposição clara do que é amar, do que é sofrer, do que é cuidar, do que é não compreender, não aceitar, não acreditar que a as pessoas saem da nossa vida porque alguma entidade supostamente superior as quer só para ela... que raio de entidade é essa que é só egoísmo?
Sim a família vem primeiro.
Então porque nos é arrancada de nós?
E sem aviso...
Estamos numa idade da vida em que dificilmente não perdemos alguém que nos é querido.
Eu perdi dois de rajada..
dez dias de distância...
sem aviso
sem eu saber como lidar com essa dor
com a dor dos que ficaram
só anos depois consegui encarar a minha própria dor
e ainda foram precisos mais uns poucos para a conseguir ultrapassar
para sempre na memória a frase da amiga
'primeiro doi muito, depois a dor vai atenuando e por fim fica a saudade... apenas a saudade'.
Não.
Fica sempre a dor.
Muita dor mas acrescida de imensa saudade.
E de repente 'Com eterna Saudade' faz todo o sentido.
E li as palavras da Sara e pensei em mim.
Pensei que se talvez tivesse conseguido escrever-vos uma carta assim teria sido mais fácil.
Li as palavras desta 'menina' tão grande e tão mulher e percebi que gostava de ter tido uma avó assim, de lhe sentir este amor e este carinho.
Não tenho.
Não tive.
Não faz mal.
Mas li estas palavras e percebi a dor...
Queria dar-lhe um beijinho na cabeça e sussurrar
... vai passar ... vai ficar tudo bem...
Anos mais tarde ela é capaz de dizer que Não. Que não passa.
Queria apenas colocar-lhe a mão no ombro e dizer-lhe que compreendo a sua dor.
Mas também não compreendo... não esta dor...
remeto-me ao silêncio... nada lhe digo...
penso não somos intimas
não faz sentido dizer seja o que for
mas dou-lhe o meu melhor sorriso
e baixinho... quase sem se ouvir...digo-lhe apenas
desculpa Sara... não tenho palavras... sinto muito... espero que passe... espero que fique tudo bem... espero que sim!
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
E é por estas e outras que me apetece mesmo sair deste País!
Ando há meses em discussão com a minha seguradora (saúde).
Discussão que leva a que não me reembolsem despesas de dentista no valor de aproximadamente 700€ desde o início do ano
Discussão que leva a que não me paguem a fisioterapia que já vai numa quantia upa upa
Discussão que me está a levar ao extremo do tentar manter a calma e boa educação.
Qualquer dia passo-me da marmita, abro a boca e saindo disparate pode ser que a coisa se resolva de uma vez por todas.
Ou vai ou racha!!
Discussão que leva a que não me reembolsem despesas de dentista no valor de aproximadamente 700€ desde o início do ano
Discussão que leva a que não me paguem a fisioterapia que já vai numa quantia upa upa
Discussão que me está a levar ao extremo do tentar manter a calma e boa educação.
Qualquer dia passo-me da marmita, abro a boca e saindo disparate pode ser que a coisa se resolva de uma vez por todas.
Ou vai ou racha!!
terça-feira, 12 de novembro de 2013
É só um pesadelo...
Vai descalça. Não pela areia da praia em visão sublime, em imagem idílica, em imagem de fim de filme... com os créditos a rolar e onde o espectador fica com um sorriso nos lábios ciente de que a vida pode, também ter fins felizes.
Não.
Ela vai de pés descalços mas pela aspereza do cimento, da estrada que é feita de fumo e de gotas de sujidade. Estrada feita do suor dos homens que em dias de verão insuportáveis despejaram o alcatrão na gravilha que o esperava. E agora é este alcatrão já sujo e já gasto (mas não menos áspero) que ela pisa com os pés descalços. O olhar prende-se a nenhures assim como os sonhos que deixou de ter já vão tantos anos quantos os anos da estrada que agora pisa.
Vai de pés descalços e tem-nos assim com a mesma opção que a sua vida seguiu o rumo que seguiu.
Nunca lhe perguntaram o que queria ser quando fosse grande.
Nasceu já grande. Já adulta. Já mulher feita e já com rugas. Já com o peso de mil gerações que se lhe antecederam e a quem também nunca perguntaram nem por sonhos nem por desejos. Os medos seria escusado também perguntar. São os de sempre. Vão ser sempre iguais. Os sonhos são utopias. Só se conhecem o seu lado negativo e aí têm outra palavra para os designar. São pesadelos.
Sabe-o por experiência própria. Não porque alguma vez tenha acordado a gritar e com uma mão amiga na cabeça a dizer "shiuuu... volta a dormir... foi só um pesadelo. Está tudo bem. Volta a dormir".
Vai descalça e poderíamos dizer também quase que vai despida. Despida de vaidades, de imagens num espelho, de desejos que outra coisa que não fosse uma estrada menos áspera, um caminho menos rugoso, menos areia e menos pedras.
Os obstáculos fazem parte, dizem.
As pedras fazem parte como dizia o outro é pegar nelas e fazer castelos, dizem,
As estradas têm que ser sinuosas, dizem.
Mas isso tudo é válido para quem chega, para quem tem onde chegar.
E para quem só tem que continuar a andar?
Vai descalça.
Vai.
Vai de pés descalços.
Sim.
Sim, vai mas sem nunca saber que pode parar.
Mas como dizem... não se pode saber tudo...
E nós fingimos não saber...
Shiuuu... já passou. Foi só um pesadelo. Volta a dormir!
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
As palavras dos outros...
"Os amigos cada vez se vêem menos. Parece que só quando éramos novos, trabalhávamos e bebíamos juntos é que nos víamos as vezes que queríamos, sempre diariamente. E no maior luxo de todos, há muito perdido: porque não tínhamos mais nada para fazer.
Nesta semana, tenho almoçado com grandes amigos meus, que, pela primeira vez nas nossas vidas, não vejo há muitos anos. Cada um começa a falar comigo como se não tivéssemos passado um único dia sem nos vermos.
Nada falha. Tudo dispara como se nos estivesse - e está - na massa do sangue: a excitação de contar coisas e a alegria de partilhar ninharias; as risotas por piadas de há muito repetidas; as promessas de esperanças que estão há décadas por realizar.
Há grandes amigos que tenho a sorte de o serem que insistem na importância da Presença com letra grande. Até agora nunca concordei, achando que a saudade faz pouco do tempo e que o coração é mais sensível à lembrança do que à repetição.
Enganei-me. O melhor que os amigos e as amigas têm a fazer é verem-se sempre que podem. É verdade que, mesmo tendo passado dez anos, é como se nos tivéssemos visto ontem. Mas, mesmo assim, sente-se o prazer inencontrável de reencontrar quem se pensava nunca mais encontrar.
O tempo não passa pela amizade. Mas a amizade passa pelo tempo. É preciso segurá-la enquanto ela existe.
Somos amigos para sempre, mas entre o dia de ficarmos amigos e o dia de morrermos vai uma distância tão grande como a vida."
in, Miguel Esteves Cardoso
Roubado sem aviso nem perdão de outro blog mas que não resisti em partilhar (mais que não seja para que o meu blog saiba que não me esqueci dele... ando apenas por aí... sem tinta na caneta, sem palavras de jeito, sem vontade de grandes conversas... com outros ou comigo... mas as leituras continuam e por vezes roubo dos outros o que os outros já roubaram de outros e que eu deixo aqui apenas para não me esquecer... apenas para poder voltar a encontrar estas palavras e voltar a sorrir de nostalgia quando as re-ler).
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Siena
A Siena é a nova 'membra' da família!
Trouxe muita agitação, alegria e cansaço... muito cansaço... principalmente ao Requy que já não tem idade para estas coisas mas que mesmo assim, mesmo mantendo a distância, mantém-na também sempre debaixo de olho!
Esperamos que seja mais calminha que o Requyo na sua adolescência mas que seja um 'cadelo' feliz!
(E oh pra mim já desejosa de chegar a casa he he)
sexta-feira, 19 de julho de 2013
É o orgulho a falar!
A falar com a mamica (aka a mãe mai linda do mundo e arredores que é a minha) e a tentar combinar com ela a ida para a festinha de anos do neto/sobrinho comento com ela:
"Pronto, vê lá isso com a mana que eu de manhã vou ajudar o C. em casa dele"
Mãe logo quase em Pânico:
"Mas o C. está bem? está doente? o que se passa? eu vou e ajudo também, onde e a que horas???"
E eu só penso... Oh mamica e nem sabes o que se passa... nem é da nossa família! Mas é como se fosse não é???!!! Sim a Família também se escolhe, mas acima de tudo cuida-se!!!!
Gosto mesmo de ti mamica!!!!
sexta-feira, 5 de julho de 2013
dois para lá dois pra cá
É um silêncio
assim
um silêncio
zero palavras
zero sons
apenas isto
assim
um silêncio!
fazemos a dança do vais por aqui e eu dou meia volta e vou por ali
trocamos as palavras
não. não trocamos.
damos.
damos as palavras sem as esperar de volta.
sem o retorno.
damos e apenas isso.
e a dança continua
como a Elis dizia
dois pra lá dois pra cá
uma dança a dois
mas sem nenhum
dançamos
damos palavras
e o silêncio
o que custa é o silêncio
o ouvir as paredes chorarem
o chão a ranger os dentes de dor
as janelas que se querem fechadas
o silêncio
permite ouvir tudo
dá azo a tudo
e no fim
damos o silêncio
dançamos palavras
apenas isto
assim
um silêncio!
assim
um silêncio
zero palavras
zero sons
apenas isto
assim
um silêncio!
fazemos a dança do vais por aqui e eu dou meia volta e vou por ali
trocamos as palavras
não. não trocamos.
damos.
damos as palavras sem as esperar de volta.
sem o retorno.
damos e apenas isso.
e a dança continua
como a Elis dizia
dois pra lá dois pra cá
uma dança a dois
mas sem nenhum
dançamos
damos palavras
e o silêncio
o que custa é o silêncio
o ouvir as paredes chorarem
o chão a ranger os dentes de dor
as janelas que se querem fechadas
o silêncio
permite ouvir tudo
dá azo a tudo
e no fim
damos o silêncio
dançamos palavras
apenas isto
assim
um silêncio!
segunda-feira, 20 de maio de 2013
A primeira gota é que não...
ação e inação
ato e efeito
consequência
e se pudesse?
voltar atrás, retirar a gota
que deu lugar à onda
que acabou num tsunami?
vezes sem conta queremos retirar a gota primeira
a que deu lugar a tudo o resto
preferíamos ser corrente
ser rio
ser cascata
tudo a ser gota
tudo a ter sido a primeira gota
E agora ser barragem
conter os danos
conter a água
conter o rio e a corrente
Ser barragem somente.
ato e efeito
consequência
e se pudesse?
voltar atrás, retirar a gota
que deu lugar à onda
que acabou num tsunami?
vezes sem conta queremos retirar a gota primeira
a que deu lugar a tudo o resto
preferíamos ser corrente
ser rio
ser cascata
tudo a ser gota
tudo a ter sido a primeira gota
E agora ser barragem
conter os danos
conter a água
conter o rio e a corrente
Ser barragem somente.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
sem nada
É o meu nome.
Sandra.
O meu nome.
mas não sou eu.
Não me identifico com ele tal como não me identifico com a minha imagem e muito menos com a minha idade
alturas há em que até a vida que vivo não parece a minha.
Dias em que a respiração é feita em suspenso. Inspiro para dentro de nada expiro diretamente para o vazio.
Os pensamentos são meus. Só meus. E mesmo esses por vezes mascaram-se em outros que não eu e ganham vida própria deixando-me ao abandono e sem pensamentos que sobrem.
os amigos são os meus. até ao momento em que olho para eles e penso se serão realmente meus ou de um outro alguém que não eu. Se vieram por mim ou por pensamentos que se tornaram em palavras de outrem. discurso bipolar este. bipolar para vocês. para mim faz sentido. aliás... todo o sentido. desde quando somos o que somos do início ao fim? com que certeza absurda se pode dizer que o eu de hoje será o eu de amanhã?
mas o que mais me impressiona é o nome... não é o meu... de todo este nome não é o meu
e qual é?
nem eu sei.
prefiro não ter nome.
eu sou eu
sem nome.
sem terra.
apenas eu.
Sandra.
O meu nome.
mas não sou eu.
Não me identifico com ele tal como não me identifico com a minha imagem e muito menos com a minha idade
alturas há em que até a vida que vivo não parece a minha.
Dias em que a respiração é feita em suspenso. Inspiro para dentro de nada expiro diretamente para o vazio.
Os pensamentos são meus. Só meus. E mesmo esses por vezes mascaram-se em outros que não eu e ganham vida própria deixando-me ao abandono e sem pensamentos que sobrem.
os amigos são os meus. até ao momento em que olho para eles e penso se serão realmente meus ou de um outro alguém que não eu. Se vieram por mim ou por pensamentos que se tornaram em palavras de outrem. discurso bipolar este. bipolar para vocês. para mim faz sentido. aliás... todo o sentido. desde quando somos o que somos do início ao fim? com que certeza absurda se pode dizer que o eu de hoje será o eu de amanhã?
mas o que mais me impressiona é o nome... não é o meu... de todo este nome não é o meu
e qual é?
nem eu sei.
prefiro não ter nome.
eu sou eu
sem nome.
sem terra.
apenas eu.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
E já agora...
Deve haver outra maneira de fazer com que as coisas façam sentido.
As coisas não. As minhas desculpas. Deixem-me corrigir: os pensamentos.
E já agora os sentimentos também.
Deve haver um outro modo de compartimentar e de fazer com que tenham sentido. De torná-los racionais.
E já agora automáticos.
Sim, que esta coisa de pensar e re-pensar só dá dor de cabeça
e muitas vezes sentidos que se perdem nos sentimentos e sentimentos que são mal descritos.. ou mal sentidos...
por isso tem que haver outra forma, um outro modo, uma solução mais óbvia... fácil... clara...
porque esta coisa de pensar e sentir como se fossemos um quadro de Picasso ou uma instalação pós-moderna tem muito que se lhe diga... ou antes... pode-se dizer tudo o que se quiser porque nada há que restrinja tudo isto.
Portanto tem mesmo que haver. Uma espècie de Do it yourself mas guia do pensamento linear para tótós. Uma coisa pequenina e fácil de perceber, uma espécie de chave mestra de todas as fechaduras que o cérebro contém e que dá para mil e um pensamentos.
Pequenas portas para grandes problemas (e de repente a imagem de Alice no País das Maravilhas...)
Portanto tem que haver qualquer coisa capaz de fazer o click
e que de um momento para o outro faça com que tudo passe a ter sentido
tudo não... as minhas desculpas
apenas os pensamentos
E já agora os sentimentos também.
As coisas não. As minhas desculpas. Deixem-me corrigir: os pensamentos.
E já agora os sentimentos também.
Deve haver um outro modo de compartimentar e de fazer com que tenham sentido. De torná-los racionais.
E já agora automáticos.
Sim, que esta coisa de pensar e re-pensar só dá dor de cabeça
e muitas vezes sentidos que se perdem nos sentimentos e sentimentos que são mal descritos.. ou mal sentidos...
por isso tem que haver outra forma, um outro modo, uma solução mais óbvia... fácil... clara...
porque esta coisa de pensar e sentir como se fossemos um quadro de Picasso ou uma instalação pós-moderna tem muito que se lhe diga... ou antes... pode-se dizer tudo o que se quiser porque nada há que restrinja tudo isto.
Portanto tem mesmo que haver. Uma espècie de Do it yourself mas guia do pensamento linear para tótós. Uma coisa pequenina e fácil de perceber, uma espécie de chave mestra de todas as fechaduras que o cérebro contém e que dá para mil e um pensamentos.
Pequenas portas para grandes problemas (e de repente a imagem de Alice no País das Maravilhas...)
Portanto tem que haver qualquer coisa capaz de fazer o click
e que de um momento para o outro faça com que tudo passe a ter sentido
tudo não... as minhas desculpas
apenas os pensamentos
E já agora os sentimentos também.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Sonhos a mais
Todos temos sonhos.
Eu costumo dizer que sonho demais.
Sinto que sonho demais.
As minhas noites são repletas de sonhos, como se as noites fossem cheias de ideias e de ideais, de coisas absurdas e de outras menos absurdas.
Sonho muito.
Cansam-me estes sonhos que não me deixam descansar.
E acordo cansada.
E de dia não sonho.
E se me perguntam que sonhos eu tenho na vida eu apenas sei os sonhos que sonhei de noite.
Como se os tivesse sonhado todos.
Esgotado a minha quota.
Não há mais sonhos para sonhar.
E chega a noite e eles ganham vida.
E novamente eu, a sonhar, a acordar, a voltar a adormecer, a voltar a sonhar...
a acordar com cada barulho, com cada ranger da casa, com suspiro que ela dá no silêncio da noite.
E também eu suspiro.
Quero dormir.
Preciso de dormir.
E depois vem a inveja.
A inveja dos que não sonham, dos que sonham e que não se lembram.
inveja de raramente saber o que é dormir como uma pedra.
Todos temos sonhos
e eu de tanto sonhá-los à noite
acordo sempre sem sonhos por que ansiar.
Eu costumo dizer que sonho demais.
Sinto que sonho demais.
As minhas noites são repletas de sonhos, como se as noites fossem cheias de ideias e de ideais, de coisas absurdas e de outras menos absurdas.
Sonho muito.
Cansam-me estes sonhos que não me deixam descansar.
E acordo cansada.
E de dia não sonho.
E se me perguntam que sonhos eu tenho na vida eu apenas sei os sonhos que sonhei de noite.
Como se os tivesse sonhado todos.
Esgotado a minha quota.
Não há mais sonhos para sonhar.
E chega a noite e eles ganham vida.
E novamente eu, a sonhar, a acordar, a voltar a adormecer, a voltar a sonhar...
a acordar com cada barulho, com cada ranger da casa, com suspiro que ela dá no silêncio da noite.
E também eu suspiro.
Quero dormir.
Preciso de dormir.
E depois vem a inveja.
A inveja dos que não sonham, dos que sonham e que não se lembram.
inveja de raramente saber o que é dormir como uma pedra.
Todos temos sonhos
e eu de tanto sonhá-los à noite
acordo sempre sem sonhos por que ansiar.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Pequenos prazeres
E refeições modestas e em pequenas porções!
Que isto é tudo muito giro mas a verdade é que cada vez trabalho mais e o recibo do ordenado é cada vez menor...
Sempre à frente a Maninha e Mamica ofereceram esta mala super gira para trazer o almocinho!
E o cunhadinho que é hiper fixe uma caixinha a condizer:
Que isto é tudo muito giro mas a verdade é que cada vez trabalho mais e o recibo do ordenado é cada vez menor...
Sempre à frente a Maninha e Mamica ofereceram esta mala super gira para trazer o almocinho!
E o cunhadinho que é hiper fixe uma caixinha a condizer:
Agora é ver-me a andar toda pimpolha de malinha a tiracolo e a fazer inveja aos demais mortais he he he!!!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Trabalhar dá saúde?
... a mim, a trabalhar como tenho estado a trabalhar e as horas que tenho trabalhado levam-me à conclusão que saúde não dá...
Mas dá cá uma soneiraaaaa!!!!!!!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Linha de produção
Com a revolução industrial vieram ao mundo doenças do foro físico e psicológico.
Não foram só as máquinas e os produtos à barda... os malefícios acompanharam essa grande revolução que abriu as portas ao consumismo desenfreado que hoje em dia nos assola.
Para além de todos os factores óbvios e conhecidos da poluição, 'escravidão', do proletariado e dos capitalistas houve um factor que chegou até a ser motivo de 'chacota' nos filmes do Charlie Chaplin (como o Modern Times de 1936) onde os movimentos repetitivos dos trabalhadores foi genialmente retratado. A repetição e o mecanicismo, a produção em linha trouxeram problemas que ainda hoje se tenta que sejam abolidos das fábricas (não por preocupação dos empregadores mas por imposição legal).
Hoje sinto que voltei ao início da revolução industrial e que estou há horas numa linha de produção.
Os movimentos são já mecânicos.
os gestos automáticos.
E eu mais pareço uma máquina.
Busca lenço
assoa
pousa lenço
espirra
busca lenço
tosse
assoa
pousa lenço
espirra
...
Será que posso processar-me a mim mesma?
Não foram só as máquinas e os produtos à barda... os malefícios acompanharam essa grande revolução que abriu as portas ao consumismo desenfreado que hoje em dia nos assola.
Para além de todos os factores óbvios e conhecidos da poluição, 'escravidão', do proletariado e dos capitalistas houve um factor que chegou até a ser motivo de 'chacota' nos filmes do Charlie Chaplin (como o Modern Times de 1936) onde os movimentos repetitivos dos trabalhadores foi genialmente retratado. A repetição e o mecanicismo, a produção em linha trouxeram problemas que ainda hoje se tenta que sejam abolidos das fábricas (não por preocupação dos empregadores mas por imposição legal).
Hoje sinto que voltei ao início da revolução industrial e que estou há horas numa linha de produção.
Os movimentos são já mecânicos.
os gestos automáticos.
E eu mais pareço uma máquina.
Busca lenço
assoa
pousa lenço
espirra
busca lenço
tosse
assoa
pousa lenço
espirra
...
Será que posso processar-me a mim mesma?
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Espelho meu, espelho meu...
Se me deres uma imagem juro que farei os mais belos comentários
irei-te descrever as suas cores até lhes sentires o sabor na boca
do sol irás sentir o seu calor
e se for uma imagem noturna
irás sentir o chão como os astronautas sentiram a lua
Se me deres um texto sentar-me-ei ao teu lado e os dois
passo a passo
iremos descodificar os seus sentidos
as suas mensagens
os mal-entendidos
o que ficou por dizer nas entre-linhas...
Mas não me faças perguntas
não me exijas respostas
não perguntes como estou
ou sequer como quero estar
não me exijas respostas com o teu olhar
e se no meio das palavras só saírem baboseiras
desculpa-me mas não me deixes de falar.
Mas também te digo
com toda a sinceridade amigo
não te esqueças de olhar para ti antes de me criticares
não te iludas em sonhos que se calhar já nem são os teus
que se calhar são sonhos de estimação
meras ilusões
meras desilusões
Não me batas por não ser dona da verdade
ou por não ser aventureira
e deixar por descobrir países e mares
não me dês nas orelhas porque não faço perguntas
e não te entristeças por não te dar respostas...
se o meu silêncio te irrita
lembra-te que também tu te calas na tua própria dor
no teu próprio altivismo
nesse sarcasmo que finge e que engana
nesse esperar já quase sem esperança
No fundo somos imagens reflectidas no mesmo espelho
Sem perguntas, sem respostas
apenas o reflexo de uma ilusão.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Divergências de opinião
Acho que tenho um problema...
Não o considero grave porque não sou menina (menina... ah ah ah... suspiro...) de me preocupar com estas coisas de gajas mas já começa a ser preocupante...
Não tenho muitos sapatos... menina poupadinha!
(menina... ai ai ai...)
Mas os dois pares que tenho para usar no verão suscitaram os seguintes comentários:
Sandálias: parecem sapatinhos de criança...
Sapatos: são sapatinhos à velhinha...
Passo de uma menina de oito anos a uma velha de oitenta conforme o que trago calçado...
Não é um problema grave... mas começa a ser preocupante ter sempre comentários menos simpáticos ao meu calçado... :S
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Coisas boas!
Há sorrisos que valem por uma vida
recordações que nos fazem rir e que nos lembram que a vida é boa
gargalhadas dadas sem querer saber se se ronca ou não
se são ou não estridentes
toques que nos agradam
cócegas que nos deixam quase de lágrimas nos olhos
histórias que nos interessam
outras que nem por isso
Há aquele chegar perto da mesa para falarmos baixinho
dos bigodes do outro e da história da princesa
e daí parte-se para uma outra qualquer história
a gargalhada conjunta
uma quase intimidade no meio de tanta parvoíce.
E depois dou por mim parada a olhar para os sorrisos
a observar
e a sentir um enorme carinho... amor mesmo, pelos meus amigos.
Porque há sorrisos que valem uma vida
e gosto mesmo de passar parte da minha vida a rir-me com vocês!
recordações que nos fazem rir e que nos lembram que a vida é boa
gargalhadas dadas sem querer saber se se ronca ou não
se são ou não estridentes
toques que nos agradam
cócegas que nos deixam quase de lágrimas nos olhos
histórias que nos interessam
outras que nem por isso
Há aquele chegar perto da mesa para falarmos baixinho
dos bigodes do outro e da história da princesa
e daí parte-se para uma outra qualquer história
a gargalhada conjunta
uma quase intimidade no meio de tanta parvoíce.
E depois dou por mim parada a olhar para os sorrisos
a observar
e a sentir um enorme carinho... amor mesmo, pelos meus amigos.
Porque há sorrisos que valem uma vida
e gosto mesmo de passar parte da minha vida a rir-me com vocês!
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