quinta-feira, 5 de abril de 2012

Olho para trás e foram 9, quase 10 anos.
Epá... e tanta coisa aconteceu em 9, quase 10 anos.
No início a incerteza, o medo. Pânico mesmo. Daquele que nos faz
parar. Que nos acorda a meio da noite. A sensação de falta de ar.
No início a caixa de cartão a suportar a tv de cozinha que a minha mãe amavelmente me deu. À frente da tv uma cadeira de plástico... daquelas de café. Mais tarde a cadeira de plástico e uma cadeira tipo de balouço.
Aos poucos vieram o sofá, uma tv maior, um móvel de centro, um móvel para a tv. Estantes para meter os livros. Cada vez mais livros.
Uma ou outra planta que, cada uma à vez, lá se iam suicidando.
Um colchão novo. Uma mesinha de cabeceira. Um candeeiro de quarto.
Tenho a dizer que não comprei nenhum candeeiro. Chego agora à conclusão que me foram todos oferecidos.
Ainda sem cortinas.
Os amigos, os jantares, o vinho e a cerveja a mais. Os martinis e os queijos. Os cigarros fumados uns atrás dos outros. As lágrimas e as gargalhadas.
Os inícios e os fins.
Objetos atirados contra as paredes. os amigos íntimos a saberem disso. A fazerem disso anedota. Sempre ao meu lado. Sempre comigo. Mesmo os ausentes.
As noites a só (sabem tão bem). As noites em que me senti sozinha (a dor no peito).
O Requy sempre comigo. Ao meu lado. Meu companheiro de uma vida.
Ele só conheceu aquela casa.
Para mim foi a minha primeira casa. Fiz dela o meu lar.
E agora...sim agora fica uma certa nostalgia.Quase de lagriminha no olho.
Mudar é bom eu sei.
Mas foi ali que dez anos da minha passaram e vai ser difícil deixar de entrar ali.
Olho para trás e foram 9, quase 10 anos... e nem dei por eles passarem...

terça-feira, 27 de março de 2012

Apenas para se deixar cair

Ainda com as mãos a agarrar na cabeça sentiu o chão a fugir-lhe debaixo dos pés.
O vazio.
A sensação de que o mundo tinha acabado.
que deveria ter acabado.
que era bom se assim fosse
Ainda com as mãos na cabeça deixou-se levar para onde os olhos não ousaram mais ir
deixou-se ir
só para não ficar.
Ainda com as mãos na cabeça achou por bem deixá-las cair
os braços pendurados ao longo do corpo
braços sem acção, penduricalhos que lhe caíam dos ombros
os ombros que apenas ali se mantinham porque sem as mãos alguma coisa tinha que segurar a cabeça
e o vento que não corria e que devia correr
e a chuva que não caía para disfarçar o que o rosto queria esconder
e a vergonha dos braços caídos
e a vontade de correr
e o colocar de novo as mãos na cabeça
e o chão que não chegou a fugir
e os pés a tremerem de medo
à espera
a aguardar a chegada do vazio
apenas para se deixar cair...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Yes it is...



Sorry... não me lembro já onde encontrei...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Se for a pensar bem...


... tenho que admitir que sou uma mulher Feliz!!!

E é tão bom sentir isso!!!!

:)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Vá-se lá perceber!

Na minha caixa de spam está um email que diz:

"Es Interessante"!

E eu pergunto: Porque raio este email foi para o Spam???

Devia estar na minha in-box!!!!!

Quando coisas destas acontecem é que eu percebo que o mundo anda mesmo ao contrário!!!


Pffffff

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012




Hoje só me apetece ouvir isto...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

É só por causa disso...

Por que está muito frio, percebem?
E o frio deve ter congelado os meus neurónios
e também deve ter congelado os meus dedos
e as ideias
e a imaginação!
Porque a vontade de escrever está cá.
Mas está muito frio, percebem?
Gostava de ter aqui coisas novas e giras
para vocês
Vá... para mim!
Mas está muito frio, percebem?
E o frio deve ter congelado a vontade de gritar
a vontade de refilar
a vontade de desabafar.
Mas está muito frio, percebem?
E depois é a crise.
A crise de valores
A crise de princípios daqueles que nos representam
aqueles que supostamente elegemos para nos representarem.
Mas está muito frio, percebem?
E deve ser por causa disso que não tenho vindo aqui
que não tenho escrito
que não tenho pensado
que não tenho ideias
que não tenho reacção
que nada me espanta já
que já não acho estranho quererem tirarem-nos quase tudo e eles a aumentarem o que têm
Mas é só por causa disso
Porque está mesmo muito frio, percebem?
Eu espero que percebam... porque eu, definitivamente, não!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Lágrimas

"Como é bom o choro, as lágrimas do choro têm uma motriz que nenhum rio tem - arrancam, levam, conduzem os sedimentos, pousam-nos nos locais exactos, colocam-nos nas margens da consciência, no pegos da memória, criam sebes, conduzem o caudal para sítios que as lágrimas querem, que as lágrimas sabem."


in, Lídia Jorge, A Costa dos murmúrios

Acredito que seja por isto que por vezes nos faça falta chorar, convulsamente, sem motivo aparente. Chorar por chorar. Rios de lágrimas com a força de marés, com a vontade de mil homens, com a força indízivel e impenetrável daquilo que ainda não foi inventado nem foi detido. Lágrimas que ajudam a lavar a memória, a erguer novas protecções, a originar novas orientações.

Acredito que seja por isto...


Voltar ou não voltar...

Quando regressei de viagem, e em conversa com amigo, ele estava a comentar comigo que o pior de ir viajar era ter que voltar.
Eu, sempre pronta a ajudá-lo, corrigi-o logo: Não C., o melhor de partir é chegar! É assim, mais ou menos, que se diz.
Mas não, ele estava mesmo a querer dizer o que disse. Quando ele viaja o que lhe custa é voltar. E por momentos fiquei um bocado triste pelo meu amigo, porque para mim o melhor da partida é mesmo a chegada e isso é bom, é ter para quem e para o que voltar. Estou fora mas tenho aquela saudade, que nem uma moínha, da minha casa, dos meus amigos, da minha família, dos meus amores. Saudades da minha vida.
É bom partir, é bom viajar, é bom e nunca cansa conhecer novas pessoas, novos sítios, novas culturas... mas para mim o melhor da viagem é mesmo a chegada!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Vou...



... só ali até à Suécia e venho já, sim?

Então pronto... ficamos assim!! :)