quarta-feira, 20 de julho de 2011

À espera

E
E sempre gostou de começar as frases por "e" como se antes houvesse um mundo inteiro de palavras a anteceder, mantas tecidas de sentidos, contextos, personagens, histórias...
E
E sempre gostou de ver nesta letra uma continuação do antes que se perpetua para o depois, uma alteração continuada, uma continuação alterada
E
E sempre gostou de pensar que os textos nunca foram seus, que as palavras chegavam do nada, que o espaço aguardava as suas palavras, que o mundo (o seu pelo menos) se encontrava em suspenso, apenas à espera
E
E sempre gostou de sentir que atrás há caminho e que não se encontra sozinha a caminhá-lo, que há percursos que sabem melhor quando feitos de olhos fechados apenas com o apoio de um (a)braço amigo, apenas com a sensação de pura confiança
E
E deixa-se ficar por aqui... assim... em suspenso... com um E na ponta da língua, com um E em perpétuo movimento, em início de acção...

E depois queixam-se

Uma pessoa a precisar, porque já há muito que não vai lá e qual é a resposta quando tentamos marcar o 'encontro'?....
... Só no fim de Agosto...

Então está bem... eu espero!

Mas depois não se queixem...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O silêncio que custa ouvir

Na festa de anos do sobrinho mais novo o divertimento da mãe, que ao contrário do neto já tinha idade para ter juízo, massacra a mana porque tem que arranjar o armário descaído da cozinha ao ponto de eu mandá-la parar. Eu que não sou nada disso. Eu que não falo assim com a minha mãe. Eu que a fumar um cigarro já não a conseguia ouvir mais. Eu a dizer "oh mãe, para de massacrar a minha irmã". A minha irmã que é filha dela. As mães têm o direito de massacrar. Eu já não aguentava. A minha mana é uma boa filha. Aguenta. Tem paciência. Eu não. Sou diferente. Não tenho. Devia. Mas não tenho. Depois à volta da mesa massacra-me a mim. Porque estou gorda. Porque sempre fui gorda. Sempre fui a mais cheia da família. Que já era cheiinha na adolescência. Eu que na adolescência tinha a alcunha de 'tábua', lisa à frente e lisa atrás. Magra. Afinal agora gorda. Afinal agora sempre fui. Mudam-se as conversas para os partos e eu que nasci na cama do quarto. Que nem dei tempo de ir para a sala de partos. Que nasci ao fim do dia. Eu que nasci de manhã. Que tenho uma certidão de nascimento que diz isso. Que fui trocada por uma outra irmã. Até compreendo. Ninguém é obrigado a saber a hora e o peso de todos os filhos. Já e uma sorte quando acertam na data de aniversário e na idade. Mas eu sem paciência. Eu que não sou a mana. Que não sou assim. Que não ando assim. Sem paciência. Volta a questão do peso. Do que há a mais. E que como mal. E que tenho que comer melhor. Eu que como bem. Eu que como muitas verduras. Eu sem paciência. Eu a levantar-me da mesa e ir para o sofá. Porque sem paciência. Depois porque temos que fazer a reciclagem da mana. Eu sem dizer palavra. Eu mesmo assim a ouvir. Eu sem paciência. Sem pinga de paciência. A viagem de carro para casa um suplício. Uma dor no estômago. Sangue frio a correr-me pelas veias. A cabeça que me dói. O silêncio que custa a ouvir. E eu sem paciência.
E depois a vida. Madrasta. Maldita. Cruel. Que nos vai tirando aqueles de quem gostamos. Que vai pedindo emprestado aqueles de quem os nossos gostam. E eu sem saber o que fazer. Impotente. Sem reacção. A perder a noção do que é certo. A ganhar noção de que há cada vez mais o errado. E mesmo assim sem paciência. E depois a morte. Que espreita curiosa. Que anda sempre a espreitar. Que nem uma sombra num dia de verão. A pairar. E eu a começar a ficar sem forças. Sem reacção. Sem paciência.
Sem palavras.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dedicação é...


... chegar a casa à meia-noite e meia, cheia de sono e super cansada (mas de barriga cheia de boa comida e de excelente companhia) e ainda ir carinhosamente tratar da minha 'hortinha' e tentar ressuscitar um já meio-morto manjericão.


Ser compensada pela dedicação é...

... acordar de manhã com sono e quase a chorar porque não quero ir trabalhar e ver que as minhas plantinhas aromáticas estão com uma nova vitalidade!!! :)


Nota mental: Regá-las* todos os dias! Regá-las todos os dias! Regá-las todos os dias! Regá-las todos os dias! Regá-las todos os dias! Regá-las todos os dias! Regá-las todos os dias! Regá-las todos os dias!


* regá-las pelo vaso. e sem ser água em exagero!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Voltada de férias

Nada como fazer uns melhoramentos à casinha.
Desta vez foi a vez da cozinha com uma nova bancada que permite mais arrumação:



e a minha 'horta' pessoal :)


Da esquerda para a direita: mangericão; cebolinho e salsa

Pequenas coisas que me fazem mais feliz!

Nota mental: Não deixar morrer a horta! Não deixar morrer a horta! Não deixar morrer a horta! Não deixar morrer a horta! Não deixar morrer a horta! Não deixar morrer a horta!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Só uma informaçãozinha antes de ir de férias....

Como os que me conhecem pessoalmente sabem eu não só choro a rir como ronco (lado positivo: sou capaz de fazer três coisas ao mesmo tempo. Polivalência meus amigos não é para todos!!! Por exemplo - e sei que me estou a desviar do motivo do meu post - conheço muito boa gente que quando abre a boca para emitir sons não consegue dizer coisas com sentido ao mesmo tempo... como vêem não é assim tão simples).

Voltando ao ronco: ronco a rir. E eu sei que não é sexy. Mas quando me riu muito, mesmo daquelas gargalhadas que assustam o pessoal distraído de serem tão altas (lado negativo: faço imensa poluição sonora. Lado positivo: não há!), ainda ronco no final. E quando ronco ainda me riu mais (neste caso de mim mesma por ser incapaz de não roncar) o que faz com que os roncos aumentem (uma espécie de pescadinha-na-boca mas sem estar na boca, porque se estivesse eu não me conseguir rir e muito menos roncar.... hummm a desviar-me outra vez não é???).

Agora a parte da informação: descobri porque ronco!
É verdade! Há uma explicação!!

Como sabem fui operada recentemente às costas e desde que me lembro como gente sempre sofri das costas.
Ora, a minha comadre embora sofra das costas nunca esteve com uma dor de costas tão grande como a de hoje. E heis o meu espanto quando ouço a gaja a rir. Pior, a roncar a rir!
É verdade.... a causa do meu roncar era por ser uma defesa do corpo para proteger as costas do subir e baixar dos pulmões e o seu efeito na zona doente das costas.

Portanto a conclusão é:
Choro e ronco a rir porque sou polivalente.
As minhas gargalhadas poderiam ser o sinal de alarme de um quartel de bombeiros.
E ronco quando riu porque tenho problemas de costas.

Como entretanto fui operada é coisa para não roncar mais!!! :)

E era só isto que vos queria dizer... isto e que vou de férias... pronto! Até ao meu regresso ;)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Tenho a convicta opinião de que...

... ler um livro de que se gosta é ser-se um bocado mais feliz a cada nova página que se vira!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

...

Assim de repente fico sem saber o que te dizer. Ouço-te com a surdez que me inunda. As tuas palavras são já pequenas pedras que eu vou tirando pacientemente dos meus sapatos, que pacientemente vou retirando debaixo da pele dos meus pés.
Assim de repente fico sem saber o que pensar. Vejo-me em acções que não são praticadas por mim, com a sensação de que toda a vida fui actriz, e que toda a vida não passa de um filme. Filme de mau gosto, de mau sabor, de mau cheiro. Carnaval sem máscaras, festas sem risadas, copos sem conteúdos, amigos sem coração, corações sem pessoas. Um amontoado de coisas, um amontoado de peças de puzzles distintos, de jogos perdidos, de ânsias perdidas.
Assim de repente fico sem saber o que já soube em tempos. Que as coisas têm início e que depois rezamos aos deuses para estarmos cá quando chegar o fim. Que nem tudo é o que se quer, que a vida é injusta e que a justiça é um termo vago sem copo... sendo um copo é-o sem conteúdo, sendo líquido evapora-se, sendo sólido perde-se.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Está quase....

Sim as férias também... estão quase mas eu estava mesmo era a falar disto:

este já cá cantam :D



Ficam a faltar estes ;)