segunda-feira, 10 de maio de 2010

O cão



O meu cão é um Senhor Cão.
Meu companheiro de há oito anos que tem, durante este período, feito a minha vida quer um puro inferno quer uma maravilha.

Já me secou muitas lágrimas assim como já muitas vezes me molhou o chão da cozinha, a carpete da sala (entretanto já no lixo), o chão da varanda, you name it...
Já me fez rir às gargalhadas com as parvoíces que tenta fazer e quando as consegue de facto fazer já me levou a ataques de histeria.
Já conseguiu o mais meigo que há de mim quando se arma em fluffy puppy e já conseguiu o mais violento que há em mim quando se arma em cão que se julga gente (ou gato... depende das situações).
Já partilhei refeições com ele e ele, como forma de compensar (numa lógica um bocado invertida) já me comeu o jantar algumas vezes.
Já tomei conta dele e quase que me desfiz em lágrimas à espera que ele saísse de uma operação (altura em que foi cão que se julga vaca e tratou de comer relva como se não houvesse amanhã) assim como ele já tomou conta de mim ao lamber-me até acordar-me se estou com um ataque de tosse compulsivo, ou quando fica quieto com ar assustado (e sempre sem se aproximar) se estou com crise de ciática.
Já partilhámos a cama em noites de trovoadas (tem um medo que se pela e mal se vê o mínimo relâmpago atira-se de um só salto para o meu lado) assim como ele já me defendeu de possíveis intrusos que teimem em sair no meu andar.
Já me tratou da roupa (o que implica fugir com a mesma na boca), tenta sempre que eu siga uma dieta (tentando sempre que eu partilhe o pão com ele) e alturas houve em que se eu engordasse um pedaço me mordiscava a barriga (há anos que já desistiu disso coitado).
Foi, com os anos, ganhando previlégios lá em casa, que é afinal também a casa dele. Tem um sofázinho que é só dele, sempre que vou à dispensa ou que estou com algo na mão naturalmente deixo-o cheirar, é sempre a minha primeira preocupação quando chego a casa e até tem uma caminha ao lado da minha no quarto. Este último previlégio teve que ser retirado há uns tempos. Mas o cão que se julga gente ainda não aceitou este facto.
Ultimamente andava toda orgulhosa a pensar que ele já tinha percebido. Quando se aproximava a hora da caminha ele ficava no hall de entrada na sua caminha e lá ia eu para o quarto.
Há uns dias percebi que ele não só não aceitou o facto como é inteligente o sacaninha:
Já o dia tinha amanhecido e faltavam apenas uns minutinhos para o despertador fazer a sua função... eu estava na cama deitada de olho aberto a aproveitar os últimos momentos. Entretanto o despertador toca e vejo o meu cão a levantar-se muito devagarinho do tapete e a sair do quarto em direcção à sua caminha...
E venham-me dizer que os cães não a sabem toda...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Rumos


Quase a ir de férias rumo a Barcelona sinto a ansiedade dos dias que se aproximam...

E de repente percebo que a ansiedade não está só ligada com a viagem de amanhã... mas também das viagens que tenho feito, de com quem as tenho feito, dos programas que vêm depois de Barcelona, de uma escalada que espero não me deixe por terra, das férias de verão já agendadas e alinhavadas, no passeio em Setembro feito entre novos amigos de quem gosto tanto... a ansiedade de perceber se vou ser ou não capaz (a constatação de que não há espaço para o 'não'! terei mesmo que ser capaz).

Parto de férias amanhã para Barcelona com uma pequena mala que não irá exceder os 10 kg mas com o peso (leve e saboroso peso) de tanto que nem sei explicar!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ouvido de empréstimo


Numa rádio sobre a explosão que ocorreu hoje na fábrica de pirotecnia de Canidelo:



"Com a primeira explosão fui projectado, mas projectado no bom sentido..."


E pronto!
Nada como ser optimista!!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sem grande vontade...

... de ter vontade de alguma coisa!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Tiram lá a ideia daí...

Em casa da mana em dia passado em família e a tentar sacar um segredo à mana e ao cunhadinho tento fazer chantagem e digo:

"Se não me contarem eu também não vos convido para uma coisa que vamos fazer em Setembro..."

(a coisa em Setembro é uma caminhada nos Alpes, norte de Itália, na zona das Dolomites)

e ficam todos a pensar em 'casamento'....

Pensei que me (nos) conhecessem melhor....


Ora bolas....


PS: e fiquei sem saber os planos para a velhice da maninha e cunhadinho...

terça-feira, 20 de abril de 2010

O Passado

... tem imenso peso

quando vindo do nada se impõe

se faz por impôr

e tenta marcar uma posição!


Pode ser que consiga fazer como as crianças;

... que se acreditar e fechar os olhos com muita força

acabe por desaparecer

ou se limite em estar no seu lugar

e se cale de uma vez por todas.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Dualidades

E de repente uma vontade enorme de contar a tua história.
Descrever até ser mesmo penoso todos os pormenores.
Revisitar os anos, os meses, as semanas, os dias e perder-me nos minutos que, vai-se a ver e demoram apenas segundos a passar.
E de repente uma vontade de ver, de contar, de perceber.
Procurar em todos os momentos a razão e o porquê.
Descobrir o 'como', o como consegues ser tanto, tão alta, tão gigante de ti mesma. Como consegues sem saber como cativar, fazer apaixonar, fazer sorrir e ás vezes mesmo fazer chorar. Aquele chorar bom que nos aquece o coração... ou que simplesmente nos faz lembrar que ele nunca deixou de ser quente nem nunca deixou de bater... fomos nós quem nos esquecemos de o escutar. E tu consegues às vezes fazer lembrar os outros disso.
Descobrir o 'como', o como consegues ser tão menos, tão pequena, tão mesquinha, tão vil, tão desconfiada. Como consegues descer de tão alto para tão baixo. Como consegues essa estranha dualidade. Como consegues esquecer-te assim de quem és, como parece às vezes que não o sabes... que nunca o soubeste.
Descobrir o 'como', como não consegues ter meio termo e tens que ser sempre tanto, tão intensa, tão poderosa.
E de repente uma vontade de deixar-me estar. De nada escrever. De nada falar. De nada relembrar.
E deixo assim as memórias por contar, os factos por apurar, os motivos por descobrir.
E de repente uma vontade de deixar-me simplesmente estar...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Há dias....




... em que sinto (estupidamente) a tua falta...




... e só por isso sinto-me (estupidamente) feliz!





quinta-feira, 8 de abril de 2010

Hoje estou...




... com uma vontade enorme de cozinhar!!!!



E isso deixa-me.....


... COM MEDO.... MUITO MEDO!!!!!!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Há dias assim...


Depois de um dia de trabalho chego a casa perto das seis. Estou a estacionar o carro e o meu big boss liga-me... precisa de uns dados e pelo meio fica espantado por eu não ter internet em casa e ri-se às gargalhadas quando lhe digo que posso ir à casa da mãe para ver o que ele quer ("Ahhh tu não tens mas a tua mãe tem???? ha ha... enfim...). percebo que há urgência e desenrasco-me (palavra bÓnita esta) com outros meios.
Despacho este assunto com a mesma rapidez com que despachei a imperial fresquinha que estava à minha frente!
Chego a casa e levo o histérico à rua (aka requy... aka cão). Volto e começo a passar a ferro. Um monte de roupa depois telefona-me o meu amigo e mecânico. Desligo o ferro e lá vou eu para meter matrículas novas no carro!
Depois de ser atacada por melgas e de passar ali um pedaço onde as gargalhadas e a boa disposição marcaram o ritmo despeço-me e vou para a casa da mãe (mais uma vez enganei-me a fazer o cachecol e tive que recorrer às mãos de fada da mamica).
Dois dedos de conversa e meio depois e volto para casa com o cachecol já 'arranjado' e com uma caixa cheia de carne assada deliciosa...
Finalmente chego a casa... a tempo de ver a segunda parte do Glorioso ao mesmo tempo que acabo de passar o resto da roupa.
Roupa passada... roupa arrumada... loiça lavada... roupa estendida....
Finalmente (23h30) consigo despir a roupa e meter-me mais à vontade... para descontrair um pedaço nada como adiantar um bocado o cachecol (que está a ficar lindooooo).... meia noite e meia decido que tenho mesmo que parar e vou para a cama...
Finalmente descanso....
Deixo o corpo ir amolecendo aos poucos... quase a dormir... e o cão lembra-se que tem que passar a noite de um lado para o outro e a lamber-se como se não houvesse amanhã...
Eu até compreendo... enquanto eu estive a fazer isto tudo ele esteve a dormir...

Resumindo: Estou com sono!