quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Gratinado de Peixe com legumes!!! (Ahhhh pois é! Um post no meu blog com nome de comida he he he!!!)

Quem me conhece sabe que a menina não é propriamente barra na cozinha (e quem não me conhece não quer saber por isso vamos manter-nos pelos conhecidos!!)!
Em contrapartida o mais que tudo da menina (e não, não me estou a referir ao cão como é óbvio!) cozinha bem que se desunha!
O mal em haver um que cozinha bem e que gosta e o outro que acha que lavar a loiça já exige um enorme esforço de coordenação é que acaba sempre por ser um a fazer e o outro a deliciar-se com a comidinha que aparece misteriosamente em cima da mesa :)

Claro que como não há bem que sempre dure a menina já levou com umas dicas de que "ah e tal eu também gosto de só comer" e antes que a coisa desse em divórcio litigioso (para discutir quem fica com o cão! Já estou a ver: "Não! Ficas tu!" e o outro "Não quero, o cão é teu!") decidi meter as mãos à obra!

Fui ao livro de receitas da amiga (receitas simples, do dia-a-dia e com fotografias espectaculares a ilustrar os passos todos) e lá escolhi uma refeição saudável para a janta.

Feita a lista fui às compras e as primeiras dificuldades foram estas:
O que raio são grelos (e será que eu gosto de grelos??) e com o quê é que se parece um 'molho bechamel'?
Olhos bem abertos e atenção ao rubro e lá os consegui encontrar.
Chegada a casa tinha um molho enorme de grelos que na receita não explicavam como se metiam na panela para cozer.. inteiros? com os caules? vai tudo lá para dentro?
Na falta de informação disponível inventei e cortei os caules e depois meti para dentro da panela com as batatas (outra grande questão... era tudo junto ou separado??) e bumba, deixei o lume fazer o seu trabalho.
A autora do blog tinha-me dito "tira fotos" e durante a feitura da coisa eu lembrei-me... mas minha amiga... eu só tenho duas mãos... entre desfiar peixe, cortar pimento aos quadrados e ralar cenoura achas mesmo que dava tempo????
Depois de muito suar as estupinas lá consegui fazer tudo e o gajinho chega mesmo antes de eu meter a paparoca no forno. Só lhe disse "Olha bem!! Está com bom aspecto não está?? Então delicia-te já porque eu não sei como é que isto vai sair do forno!"...

Bem... como vos dizer isto? Para alguém que sempre que tenta fazer uma omelete acaba por fazer ovos mexidos... estava MESMO BOM!!! :)
Ah pois é!!! Afinal a autora do blog tinha razão: Até eu consigo fazer as receitas que ela lá mete ;)

Vá! Eu consegui e vocês??? Toca a tentar :P

terça-feira, 29 de setembro de 2009

E se ao menos....

... o meu colega conseguisse falar sem emitir som



... ou então conseguisse não falar de todo!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Podia dar-me para pior

A Direcção Geral de Saúde mandou-me um sms:

Com sintomas de gripe fique em casa e ligue 808 24 24 24 ou contacte o seu médico. Reforce as medidas de higiene. Evite contagiar outros. "

à qual só me apetece responder:

Eu estou bem obrigada e essa saudinha como vai??

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Interregno



"Eu nem sequer gosto de escrever,

Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar.
E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida."

Eugénio de Andrade in Rosto Precário, 1979

E eu por vezes até gosto e outras nem consigo...
E procuro no teu colo o refúgio e procuro no meu silêncio o exílio e encontro nada disto em lugar nenhum. E em vez das lágrimas que seriam um alívio encontro palavras endurecidas, gestos inexplicáveis, palavras desconhecidas em pessoas que julgávamos conhecer, sentimentos novos em pessoas que julgávamos gostar e por vezes o desconsolo, e por vezes a incompreensão, e por vezes apenas uma pequena decepção. Pequena porque a vida já não dá para mais.
E o estranho é pensar que as palavras me confortam e o que me entristece é que por vezes magoam.
E o mais estranho é ter tudo isto em mim, é arrancar as palavras e os sentidos, por vezes até gestos, por vezes até os órgãos e arrancá-los e atirá-los ao mar, atirá-los ao rio, jogá-los fora só para não mais jogar com eles.
E o estranho é que mesmo assim consigo reconciliar-me com a vida.
E eu que nem sequer gosto de escrever.
Quer dizer... por vezes gosto.
Mas há vezes que nem consigo!



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Simpatia

Sempre de sorriso nos lábios


Com o sorriso no olhar


Com a vida em constante crescimento



A melhor recordação que guardo comigo é sem dúvida a da simpatia dos São Tomenses!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

São Tomé


Voltei!

Voltei cheia de cor e de sabores novos, com os sorrisos guardados, com as experiências ainda a marcar o ritmo "léve, léve" de São Tomé!
Dos São Tomenses trago a simpatia e as perguntas infindáveis.
De São Tomé trago um tempo que tem um ritmo diferente mas que me deixou com saudades do meu ritmo, dos meus sorrisos, e dos nossos sabores.

Ficou a vontade de ajudar mas sem perceber ainda se realmente precisam dela!

Por vezes "léve, léve" é apenas uma outra forma de dizer "ser-se feliz!"...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

É só um momentinho sim???




Vou só ali a São Tomé e venho já ;)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Assustadoramente simples!




Por vezes quero-te tanto que nem preciso de te ter perto para te ter em mim!





Fotografia: Two hearts by Nilgün Kara
(All rights reserved)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Narciso




Sempre se despedia quando chegava a altura de mudar.
Despedia-se dos locais e das paisagens, dos caminhos trilhados, dos trilhos desbravados e guardava esses momentos de despedida como memórias do passado.
Despedia-se dos locais, das coisas e das acções... mas nunca das pessoas.
Despedia-se do riacho onde amiúde saciava a sede (mas sempre de olhos fechados! Não que receasse apaixonar-se pelo seu reflexo como se julga que diz o mito, mas porque não queria correr o risco de se reencontrar!), despedia-se do sino da igreja que fora substituído por um imóvel altifalante de barulho estridente e metalizado. Guardava na memória as horas que passara à espera que fosse o sino a dar as horas, mesmo que apenas embalado pelo vento.
Despedia-se do café onde vira as horas passar, não das pessoas... nunca das pessoas, mas da mesa onde se sentava (sempre a mesma, que o Homem é um animal de hábitos e há forças contra as quais é escusado lutar!), da cadeira que ocupava e que lhe suportava o peso quando até para ele era peso a mais para aguentar.
Despedia-se do riso das crianças e das suas brincadeiras (mas nunca das crianças!) que pareciam ficar loucas quando tocava para o intervalo. Despedia-se do cheiro do pão com manteiga e do leite com chocolate que era devorado no intervalo de jogos desenhados a giz no chão (o giz que habilmente surripiavam nas contas da Professora).
Despedia-se das pedras da calçada que em tempos idos foram calcadas por homens suados do calor dos dias e que tantas vezes tinham por ele sido calcorreadas.
Despedia-se para poder continuar a andar por caminhos errantes que nunca sentiu serem os errados.
Em cada novo lugar tornava-se aprendiz de um novo ofício e aluno atento dos novos hábitos a adoptar, dos novos risos a escutar, dos novos sinos a soar.
Soube desde sempre que era nesta errância que se encontrava o seu constante despertar.
Nunca foi uma questão de se redescobrir mas sempre a intenção de se reinventar.
E por cada riacho que passava parava sempre para se refrescar.
Sempre de olhos fechados...
Afinal o Homem é um animal de hábitos e há forças contra as quais não vale mesmo a pena lutar!


Imagem: Narciso d'amore intermedio by Nuvola
(All Rights reserved)