terça-feira, 30 de junho de 2009

Pina Bausch


"A coreógrafa alemã Pina Bausch morreu hoje aos 68 anos, noticiou a France 24".

in Público
a ler também no JL

O que só mostra que a Morte vem sempre fora de tempo... ou cedo ou tarde demais! Neste caso definitivamente veio cedo demais!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Se fosse assim tão fácil!



Anda
Dá-me a mão
e vamo-nos pôr a caminho
Anda
Vamos comprar um mapa
e com ele descobrir o mundo
Anda
não vamos levar máquina
e vamos fingir que no 2 também cabe o 1
Anda
só porque me apetece que seja contigo!
Anda e não se fala mais nisso!



Fotografia: Friends by Nuno Ramos
(All Rights reserved)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Voltei e não voltei...



Estou e não estou
voltei e não voltei
já há uns dias
ou talvez não
Voltei directa para uma pilha de trabalho e lá fui eu de armas e bagagens para um workshop
Ouvi falar muito em Momentum em achievements e em noise!
Sim... sem dúvida noise a mais para quem só queria acabar de ler o seu livrinho (e que ficou a umas poucas páginas).
Voltei e não voltei
Mas com a certeza de que a Inspiração ficou ainda por parte incerta
com a certeza, por enquanto, de não querer voltar.
Digo-lhe em sussurro que sem ela nada sou
que sem ela nada escrevo
Grito para quem quiser ouvir que me continuam a faltar as palavras
Parece-me ouvir a sua resposta
parece-me ouvi-la a rir-se
ainda não percebi se de mim se para mim
Vou juntando letra a letra o que ela me quer dizer
Parece dizer-me
"continua a ser feliz e não te importes com o que se diz"
respondo que me chamam de preguiçosa
que me tomam já como ausente
que já se vão esquecendo de mim
Ela continua a sorrir
e diz-me para a seguir
Sigo-lhe no sorriso
e mantenho-me a sorrir
Voltei e não voltei
e pergunto-me se cheguei a partir!


Fotografia: Summer time by Lance Ramoth
(All Rights reserved)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

As merecidas férias


Vou
vou sabendo que levo comigo a vontade de aproveitar
a vontade de os olhos fechar
a vontade de não ficar aqui
a vontade de fugir

Vou
Vou sabendo que me vai fazer bem
sabendo que me faz falta
sabendo que é a necessidade de partir que mais alto fala

Vou
vou e levo comigo o peso mais leve de carregar
as memórias que quero guardar
apenas o que quero aproveitar

Vou mas prometo levar comigo a vontade de regressar!


Fotografia: Ophelia II by Zhang Jingna
(All rights reserved)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Constatações




Título de um post num blog:


"Há pessoas que nos invejam as coisas boas"

Faz todo o sentido!
Eu pessoalmente não me imagino a invejar as coisas más!
Manias!





Conclusões interessantes






Chego agora à conclusão que há imensos namoros modernos!
Mesmo muito à frente!
Vanguardistas quase que diria.
Namoros Twitter: Relações Com 140 caracteres!
(Obviamente não trocados no mesmo dia! Que isso é um bocado antiquado!)





sexta-feira, 22 de maio de 2009

I'm here!


Conversámos como há muito não o fazíamos. Tinha saudades das nossas conversas. Saudades das private jokes, dos olhares de soslaio. Saudades de esta capacidade que ambos possuímos de sofrer na pele a pele do outro.
Não... não me enganei... não é de sentir a sua dor, é mesmo de
sentir a sua pele, de nos sentirmos dentro dos sapatos do outro, de estarmos por dentro, de olharmos através dos seus olhos.
Conversámos como há muito não o fazíamos. E se não o fizemos mais foi porque o tempo não o deixou, a vida não o deixou, as pessoas não o deixaram. Ambos sabemos que foram as pessoas e as circunstâncias...
Conversámos como há muito não o fazíamos e disseste-me o que há muito esperava que me dissesses. O tempo mais uma vez a tomar para si o papel principal, a querer ser o protagonista. Ele decidiu o quando quando vocês já tinham decidido o como.
Conversámos como há muito não o fazíamos... e ainda bem que o fizemos.
Tu precisavas de quem te ouvisse.
Eu precisava de te voltar a ouvir.


Fotografia: friends by Mejjad
(All rights reserved)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Cansa-me esta ânsia...



Cansa-me a espera dos momentos inadiáveis

a fluidez dos momentos que me fogem
Cansa-me o ter as mãos cheias de nada
e nos braços as marcas dos abraços que ainda me doem
Cansa-me a dor das alegrias passadas
e o eterno passar das marcas
Cansam-me os olhares de soslaio
e ao mesmo tempo quero-os em mim centrados
Cansa-me a vida e a morte
e o desejar a todos mais sorte
Cansam-me os cafés e as pessoas
e a repetição eterna das horas
Cansam-me os relógios e os ócios
e por vezes só me apetece mesmo fechar os olhos
Cansa-me este perpétuo cansaço
e só anseio pelo teu regaço
Anseio pela vida plenamente vivida
pela tristeza transformada em alegria
Anseio pelas paredes que caem
e por campos verdes que à minha frente se abrem
Anseio pelo respirar profundo
por sair do fundo
Anseio pelas palavras
por novas estradas
e por novos caminhos
Anseio por uma nova poesia
por uma nova escrita
por novas ideologias
Anseio por ti e por mim
por tudo o que nunca terá fim
Anseio pela ânsia de ansiar
por uma humanidade que há-de vingar
por alguém que possa compreender
Cansa-me esta ânsia que me assola
mas é este o cansaço que me consola
e por isso deixo-me ficar assim...


Fotografia: Dream about falling down by bucz
(All rights reserved)



Esta é uma repetição de um texto meu já publicado em Setembro de 2008.
As palavras continuam a fugir-me e sinto-me incapaz de deixar as palavras virem até mim.
Por vezes não são apenas as coisas e as pessoas que não nos chegam... por vezes somos nós que as afastamos, que impedimos a sua aproximação.
Não querendo parecer convencida, não querendo roçar o pedantismo, tenho que admitir que gosto imenso deste texto. Posso dizer que é com orgulho que digo que é meu, que me pertence, que fui eu quem o escrevi, que foi de mim que veio, de dentro de mim! Há textos assim...
E como há um cansaço que me assola, como há a dúvida iminente, como não consigo encontrar respostas para as perguntas que teimam em não sair da minha cabeça e como este cansaço me consola decidi re-editar este post!
Perdoem-me a repetição.
Perdoem-me a falta de novas palavras.
perdoem-me a ausência.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

E por vezes consegue ser tudo



"A memória em si não é nada. Não é bonita nem feia, nem útil nem inútil. Ia a dizer que era o que se quiser, mas nem isso. É uma maneira de dar sentido ao que se vive. É uma coisa que fazemos. Em nome do que trazemos na alma, e por causa do amor, faz sentido fazê-la o melhor que podemos. Agora há alguém que seja capaz de me explicar porque é que eu não sou capaz de me lembrar da cara do meu Amor? A memória é uma coisa que não lembra ao diabo."

in Miguel Esteves Cardoso, "A Aventura da Memória"


Fotografia: don't by Marcin Janocha
(All rights reserved)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ou isso ou são mesmo saudades!



Deve ser isto o efeito placebo
porque sei que estás a levantar voo
estou já desejosa que voltes a aterrar...


Fotografia: succ. by galia
(All rights reserved)