quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sigur Rós


E menos Feliz vai-me fazer o ter que falhar este concerto também!!

Por isso recuso-me a acreditar que o dinheiro não traz, pelos menos, alguma felicidade...



quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Desafio da Kru

Este desafio foi-me proposto pelo Kruella e consiste no seguinte:


1. colocar uma foto individual nossa;
2. escolher uma banda/artista;
3. responder às questões somente com títulos de canções da banda/artista escolhido;4. escolher 4 pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de avisá-los.

1-Aqui está a carinha laroca:

(Não queriam mais nada pois não?) he he

2-A banda eleita foi Ornatos Violeta
3 - A resposta às questões:
3.1.És homem ou mulher? A Dama do Sinal
3.2. Descreve-te: Chaga
3.3. O que as pessoas acham de ti? Débil mental
3.4. Como descreves o teu último relacionamento: Bigamia
3.5. Descreve o estado actual da tua relação com o teu namorado ou pretendente:Líbido
3.6. Onde querias estar agora? Nuvem
3.7. O que pensas a respeito do amor? 1 Beijo = 1000
3.8. Como é a tua vida? Esfera
3.9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? O mOnstro precisa de Amigos
3.10. Escreve uma frase sábia: Deixa morrer...

Não vou delegar a ninguém... já foram todos delegados mas have fun! ;)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Procurar-te


Procurar-te não é tarefa fácil.
Ando de mapa na mão e embora encontre a seta que diz "Você está aqui!" não vejo nas ruas mais próximas outra que me diga onde estás.
Pousei já os mapas e rendi-me a estas novas tecnologias que me fazem ficar surda de tanto ruído, de tanta confusão de tanto facilitismo e nem o GPS me dá informações plausíveis. Vê lá tu que me diz "Destino desconhecido" como se tu fosses um destino. Como se me fosses desconhecido. Conheci-te toda a minha vida. Tenho em mim os teus cheiros e os teus toques. Tenho-te em mim. Sei que sim. Mas não consigo encontrar-te e procurar-te torna-se a cada dia que passa uma busca interminável digna de cavaleiros que em tempos preocuparam-se em encontrar o graal.
A minha tarefa é bem mais árdua, bem mais difícil.
É encontrar-te.
Continuo a palmilhar as artérias desta cidade que é já sem coração porque eu perdi o meu quando te perdi.
Continuo a procurar por ti desesperadamente para voltar a dar à cidade que já nos viu aos dois um novo palpitar, um novo pulsar, uma nova vida.
Procuro-te nos becos que de tão cinzentos acabaram por ficar sem saída e é por isso que tenho que voltar atrás, sempre a voltar atrás ao ponto de partida. Ao ponto da nossa despedida que não foi um Adeus mas sim um até já e quando me virei não te vi mais e quando tu te viraste já não me encontraste.
Anseio pelos teus braços enquanto corro que nem uma maluca pelas estradas fora, a ignorar os sinais que me mandam parar, a ignorar as pessoas que me dizem que me posso magoar, contra ordens e contra restrições vou dando uma nova esperança a quem me vê passar, a quem sabe pelo que eu estou a passar.
Sinto a cada passo que estou cada vez mais perto.
Sinto no coração um novo pulsar e isso só poderá querer dizer que te estou quase a encontrar.
Sinto! E apenas isso me faz continuar!!


Fotografia: Roads, sun.. and a bird by Anitya
(All rights reserved)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

É verdade pois!


Quero-te com a calma das manhãs sonolentas
Quero-te com a força das gargalhadas
Quero-te com a doçura do fim dos dias
Quero-te sem mais


Fotografia: This my love story VIII by Mehmet Turgut
(All rights reserved)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Amores perdidos


Pousou suavemente o queixo na palma da mão como quem pousa um recém-nascido no berço. A sua mão em forma de concha acolheu carinhosamente o seu queixo. Deixou-se ficar ali. Parada. Imóvel. O seu olhar atirado para lá do vidro do café que alcançava não sei bem o quê. Tentei olhar na mesma direcção para onde o seu olhar se dirigia mas dei por mim incapaz de afastar os olhos dela.
Sozinha na mesa, com as pernas cruzadas e sentada meio de lado, meio de frente encontrava-se iluminada pela sua própria paz. Olhava o mundo que corria que nem louco lá fora, as pessoas a correrem para se abrigarem da chuva que começava a cair, os carros que aos poucos e poucos acendiam as luzes como se de uma árvore de natal global se tratasse e os seus olhos presos àqueles movimentos, presos àquelas pessoas, presos às gotas de água que caiam suavemente. Tudo em harmonia como se de um enorme bailado se tratasse.
Os seus olhos pareciam ser os maestros da música que se ouvia. Os chapéus de chuva que se abriam, as gotas que se suicidavam contra os toldos, o pára e arranca dos carros, uma e outra buzinadela. As vozes mudas das pessoas intercaladas pelos passos apressados.
Foi ali que me apaixonei da maneira mais perdida.
Foi ali que amei da maneira mais sentida.
Foi ali que me entreguei como nunca me entreguei na vida.
Com aquele simples gesto, com aquele simples olhar.
Nunca mais a vi.
Mas guardo, como a um tesouro, o amor que senti.


Fotografia: Rainy day in Amsterdam by Denis Grzetic
(All rights reserved)

shhiuu


Shhiuu..... não digas mais nada...

O silêncio, por vezes, também é bom de se ouvir!


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Medos




Dos fantasmas que nos acompanham apenas pudemos guardar deles o mais valioso a guardar.
Há que colocar os medos de lado, enfrentá-los de frente e acima de tudo não mostrar o medo.
Descobri o que sempre soube. Há demasiados fantasmas na minha vida. Demasiados mesmo. E sempre fugi deles. E quando o medo era aterrador e me petrificava limitava-me a fechar os olhos enquanto tremia de medo apenas ansiando por um abraço que me protegesse, por uma voz que me acalmasse.
Os meus fantasmas perseguem-me por muito que eu evite pensar neles. E não precisa ser de noite e eu estar na cama para vê-los. Basta estar distraída e logo me vêm os piores da estripe. Os que realmente me magoam. Os que me ferem de morte. São estes os fantasmas que eu andei uma vida a evitar e outra a acumular. Os que me acompanham nas noites frias já não me fazem grande diferença, excepto fazerem um bocado de companhia.
São os fantasmas do passado que me magoam. Magoam-me fazendo-me lembrar e magoam-me quando condicionam a minha forma de agir.
Ao longo dos anos tenho sido um bicho-do-mato, mas um bicho feroz. Que ataca muitas vezes antes de ser atacado e que assim perde a possibilidade de ser acarinhado. Que foge quando vêm atrás e que depois, quando desistem desata a correr quando é já tarde de mais. Um bicho que logo à primeira tenta afastar e que só muito dificilmente se dá. Que diz que não quer apenas para não se deixar 'tocar', para não se deixar 'amar'.
Os meus fantasmas perseguem-me e alturas houve em que era eu quem não os deixava partir.
Chegou a altura de os enfrentar, fechar o armário e começar a andar.
Dentro de mim guardo o que é bom de se guardar e uso isso para continuar a caminhar!


Fotografia: Ophelia by Zemotion
(All rights reserved)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Os Meus Pensamentos são Todos Sensações


"Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz. "

Fernando Pessoa, in "O Guardador de Rebanhos - Poema IX"

Fotografia: StephM3 by Lawrencew
(All rights reserved)

Inspiração


É assim como uma espécie de vulcão em erupção... mas sem entrar em actividade. Quer dizer activo mas sem estar... Naqueles momentos precedentes, onde está tudo latente, onde está tudo quase, onde se encontra na iminência.
É como estar num semáforo parado e sabermos que o verde está quase a cair. O estarmos já a fazer o ponto de embraiagem mas ainda sem arrancar.
O estar à beira do abismo e apenas um passo bastar para marcar a diferença. A diferença entre estar vivo e estar morto.
É nesse limbo que me encontro. Não entre a decisão do ser e não ser. As questões ontológicas nem sempre são as que mais me preocupam. Mas é nesse momento de passagem que eu me encontro. Entre o latente e a erupção. Entre o parado e o arranque. Entre um passo e uma queda vertiginosa.
Sinto-te em mim. Dentro de mim. Sinto-te a ocupar o lugar que é meu. Sinto-te aos poucos a alastrares, a ganhares território, a ganhares velocidade, forma, matéria, peso, volume e ao mesmo tempo sinto que é um processo que ainda não se encontra terminado. Que precisa de acabar para re-começar.
Sinto-te dentro de mim em pequenas ondas de actividade sísmica, em pequenos tremores, em pequenos picos. Degrau a degrau vais subindo as escadas do meu ser e eu impávida deixo-te entrar, deixo-te conquistar, deixo-me quieta à espera do que virá.
Eu sei que mais cedo ou mais tarde o teu processo irá terminar e quando chegar o momento certo, o segundo mais preciso e também o mais precioso sei que aí, nesse exacto momento, irás me dar um qualquer sinal que se irá reflectir numa vontade urgente, emergente, de fazer aquilo que queres que eu faça.
Quando esse momento chegar irei encontrar-me exactamente onde me encontro agora e começarei a escrever as palavras que me começarás a ditar.


Fotografia: Window by Lawrencew
(All Rights reserved)

Red line



Por vezes o que nos parece ser óbvio surpreende-nos...


Fotografia: Thin red line by Lawrencew
(All Rights reserved)